Cunha Porã confirma primeiro caso autóctone de Chikungunya
Sexta, 09 de Março de 2018 às 06:29
Secretaria de Saúde e Sala de Situação de Cunha Porã tiveram a confirmação de um novo caso de Chikungunya, mas desta vez autóctone
Após um caso importado de Chikungunya, no fim da tarde de quarta-feira (7), a Secretaria de Saúde e Sala de Situação de Cunha Porã tiveram a confirmação de um novo caso de Chikungunya, mas desta vez autóctone, ou seja, a pessoa contraiu a doença dentro do município.

Conforme dados da Sala de Situação, até o dia 7 de março já haviam sido contabilizados 92 focos do mosquito Aedes aegypti. Mesmo com todo trabalho que vem sendo feito pelos agentes e Saúde e Endemias, a cada dia que passa o crescente número de focos tem deixado a equipe preocupada. “É preciso que toda população tenha a consciência da gravidade da situação e adote as medidas diárias de verificar se há recipientes acumulando água, eliminando-os, pois o risco de haver uma epidemia é alto”, pondera a coordenadora da Sala de Situação, Angela Rieger Kölln.

Outro dado que chama atenção é com relação à aplicação da Lei Municipal nº 2.745, de 28 de junho de 2017, que trata sobre a instituição do Programa Municipal de Combate e Prevenção à Dengue. Conforme as fiscais da Vigilância Sanitária Adriane Weber e Ana Paula da Rosa, em 2017 foram emitidos 12 autos de intimação; e destes, dois autos de infração com multa. Já em 2018 os autos de intimação aplicados somam 14; sendo dois com multa. Além disso, conforme as profissionais, nos próximos dias outros 20 autos de intimação devem ser entregues no perímetro urbano para adequação.

De acordo com o secretário de Saúde, Alexandre Fagundes, a população precisa ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti e todas as pessoas com sintomas associados às doenças devem procurar as Unidades de Saúde ou o Hospital. “É preciso ficar atento à febre; surgimento de manchas avermelhadas pelo corpo; além de inchaço e dores no corpo e nas articulações. Assim como dores de cabeça e atrás dos olhos”, orienta Fagundes. Além disso, o uso constante de repelente e roupas longas é indicado como prevenção.

Ainda segundo a coordenadora da Sala de Situação, todas as medidas de precaução já vêm sendo tomadas, como bloqueio de transmissão com eliminação e tratamento de depósitos; orientações com relação aos sintomas e uso de repelente; aplicação do inseticida de Ultra Baixo Volume; reuniões com profissionais da área da Saúde; entre outras ações. “O município, através da Secretaria de Saúde, está fazendo sua parte, no entanto, precisamos mais do que nunca que a população colabore e também faça sua parte no combate ao mosquito Aedes aegypti”, pontua Angela.
Fonte: Ascom
Imagens
Comentários