Saúde investiga morte por leptospirose ou febre amarela em SC
Quarta, 31 de Janeiro de 2018 às 20:26
Vendedora tomou vacina antes de viajar para São Paulo
A Secretaria de Saúde de Itajaí, no Vale, investiga a causa da morte de uma vendedora de 30 anos, que morreu no domingo (28).

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da cidade, a principal suspeita é que a causa da morte de Joyce Aline dos Santos seria por leptospirose.

Apesar de ela ter tomado a vacina, a possibilidade de febre amarela não foi descartada já que ela havia viajado recentemente para uma cidade afetada pela doença.

O caso ganhou repercussão na internet e causou impacto na procura na vacinação no município.

“A principal suspeita é leptospirose, mas acaba se investigando outras doenças. A possibilidade de febre amarela não é descartada. Ela tomou a vacina e viajou para São Paulo antes dos 10 dias de recomendação para a vacina fazer efeito”, detalha Sandra Ávila, diretora da diretoria municipal.

A Dive estadual também informou que foi notificada sobre o caso e que acompanha a investigação.

Apesar de Itajaí não constar na lista dos 162 municípios de Santa Catarina com recomendação para a vacina, a diretoria da cidade registrou queda no número de pessoas procurando os postos para se imunizarem após a morte da vendedora.

Em uma rede social, conhecidos da vítima levantaram a hipótese de a morte ser uma reação à vacina.

“As pessoas associaram a causa da morte como uma reação dela ter tomado a vacina. Tiveram boatos e as pessoas estão com medo. Mas ela era uma pessoa jovem, sem comorbidade, sem doença de base. A gente não trabalha nessa linha da reação vacinal, não se trabalha com essa possibilidade. Realmente, as reações vacinais ocorrem, mas casos isolados e que levem a óbito são raros. A vacina é uma das mais seguras e eficazes”, afirma a diretora Sandra.

Internação

Joyce foi internada no Hospital Marieta, em Itajaí, “e foi levada até o Hospital de Rio do Sul, onde deu entrada e então instabilizou, vindo a óbito”, informou em nota a unidade de saúde.

“O quadro foi bem agudo, se não me engano deu entrada no hospital na sexta e morreu domingo em Rio do Sul, em outra unidade que ela foi transferida”, diz Sandra. A mulher sofreu uma parada cardíaca, mas a causa da morte consta como desconhecida.

Ela era vendedora e já tinha trabalhado como professora em uma instituição de ensino em Itajaí. Joyce foi sepultada na segunda-feira (29). “Estamos esperando um pouco para fazer a investigação epidemiológica junto à família. Mas as informações iniciais até por familiares e de prontuário é que pode estar relacionado a ter entrado na água nesse período de inundações”.

Dúvidas da família

A família de Joyce aguarda o resultado dos exames para esclarecer as causas da morte. "A princípio não acreditamos ser reação da vacina, pois nos falaram que o exame de negativo. Mas com tantos casos parecidos que surgiram achamos que pode ser. Preferimos esperar os exames. Tem que ser investigado para não acontecer com outras pessoas", disse a sogra da vítima, Catia Costa.

A sogra também disse que a evolução da doença ocorreu de forma rápida e inesperada. "Estamos sem chão, foi um choque. Ela era muito saudável, ativa. Tudo o que fizeram no hospital, nada dava resultado, muito medicamento e nada de melhora tentaram bastante, mas acho que nem os médicos estão preparados para algo tão rápido", afirma.

Caso em Santa Catarina

O primeiro caso da doença de febre amarela no estado neste ano foi confirmado no dia 23 de uma mulher de 57 anos moradora de Gaspar, no Vale do Itajaí.

Ela contraiu febre amarela no estado de São Paulo e morreu no hospital em Santa Catarina. Há outros seis pacientes em investigação.
Fonte: G1/SC
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