Cinco motivos para crer na classificação da Chape diante do Nacional
Quarta, 31 de Janeiro de 2018 às 09:09
Diário do Iguaçu lista razões para o torcedor verde-branco confiar na vaga à próxima fase da Copa Libertadores
KLEINA INVICTO
Os números de Gilson Kleina são animadores. A Chapecoense ainda não perdeu sob a sua batuta. Ele é o técnico da equipe desde a vitória diante do Atlético-MG por 3 a 2, fora de casa, pelo Brasileirão do ano passado. A invencibilidade em compromissos oficiais chega a 14 jogos: 10 na Série A nacional e quatro no Catarinense. Com o paranaense de Curitiba, o Verdão conquistou nove vitórias e cinco empates – Aproveitamento de 76,19%. A Chape de Kleina ainda venceu o Tubarão por 3 a 2, em amistoso antes do Estadual.


DEFESA ZERADA
O sistema defensivo é o ponto forte da Chapecoense neste início de temporada. O time do Oeste catarinense ainda não sabe o que é sofrer gol em 2018. O goleiro Jandrei (foto) precisou fazer apenas uma grande defesa em quatro rodadas do Estadual. Este é um detalhe importante, afinal, não ser vazado em casa garante vantagem para a partida da volta, em Montevidéu. Na pior das hipóteses, em caso de 0 a 0 na Arena Condá, o clube verde-branco irá ao Uruguai com o direito de empatar com gols para se classificar no torneio.


ATACANTE INSPIRADO
O setor que mais repassa confiança na Chapecoense é a defesa, mas a parte ofensiva também já demonstrou capacidade, em especial um jogador. Emprestado pelo Grêmio, Guilherme (foto) balançou a rede quatro vezes em cinco partidas – três gols pelo Catarinão e um em amistoso. O camisa 7 é o artilheiro do Verdão em 2018 e, ao lado de outros três atletas, também do Estadual. Ele iniciaria o ano no banco de reservas, mas a lesão de Arthur Caike abriu vaga ao novo contratado.


EXPERIÊNCIA DO CLUBE
A história da Chapecoense no cenário sul-americano não se compara, por exemplo, à do Nacional, mas o clube já conhece bem os bastidores das competições promovidas pela Conmebol. Aos poucos, vai se tornando uma agremiação calejada. A Chape é o time brasileiro com mais jogos oficiais em nível internacional desde 2015: 27. Em segundo aparece o Atlético-MG, com 26. Um fato que serviu de aprendizado ocorreu na Libertadores de 2017, quando o Verdão perdeu a classificação às oitavas de final por utilizar um atleta de forma irregular.


MOMENTO DO ADVERSÁRIO
Com 118 anos, o Nacional é um dos clubes mais tradicionais do continente. São três títulos mundiais, três da Libertadores, uma Recopa e 46 campeonatos charruas, além de outras conquistas. Porém, o momento é complicado, situação admitida pelos seus próprios torcedores. Neste início de ano, o clube perdeu os dois clássicos para o Peñarol – 2 a 0 em amistoso e 3 a 1 na Supercopa Uruguaia. Segundo o site Ovación, o zagueiro e capitão Diego Polenta chegou a receber ameaças e deve se transferir para o Genoa, da Itália. Em 2017, o Nacional, que chegou ontem à tarde a Chapecó (foto), ficou em terceiro no Uruguaio e viu o arquirrival levantar a taça. O time está pressionado para chegar aos grupos da Libertadores.
Diário do Iguaçu
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