Governo quer fazer 1,2 milhão de perícias do INSS até o fim do ano
Quarta, 17 de Janeiro de 2018 às 09:38
Até, 2017 foram feitas, 249,8 mil perícias e, 226,2 mil auxílios-doença foram cortados
O governo federal estima fazer até o fim deste ano, 1,2 milhão de perícias em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social, INSS, informou o ministro interino do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame.

O pente-fino nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez foi anunciado em 2016 e, segundo Beltrame, foram feitas até dezembro do ano passado 249,8 mil perícias, que resultaram no cancelamento de 226,2 mil auxílios-doença.

Quando a revisão foi anunciada, o governo informou que o objetivo era “colocar uma tampa sobre os ralos que estão abertos”, de forma a eliminar pagamentos a pessoas que não têm direito a receber benefício.

Pente-fino nos benefícios pagos pelo INSS

Perícias realizadas até dez/17 - 249.878

Benefícios cortados - 226.273

Economia gerada - R$ 5,7 bilhões

Previsão de perícias em 2018 - 1,2 milhão

Para o governo alcançar o número de 1,2 milhão de perícias, porém, parte dos 3.864 peritos do INSS terá de aderir a uma nova forma de trabalho que, segundo Alberto Beltrame, levará em conta a produtividade.

O novo modelo, diz o ministro interino, flexibilizará o cumprimento da jornada de trabalho e levará em conta, por exemplo, as atividades diárias executadas pelos peritos.

O perito que aderir ao novo modelo, explicou Beltrame, terá de realizar quatro perícias diárias, em auxílios-doença e em aposentadorias por invalidez, e se colocar à disposição de mutirões quando o ministério julgar necessário.

As novas regras foram publicadas nesta segunda-feira, 15, no “Diário Oficial da União” e os peritos interessados terão até, 30 dias para informar se pretendem aderir ao novo sistema – Beltrame estima a adesão de pelo menos, 1,5 mil profissionais.

Para o ministro em exercício, ao recompensar os peritos por produtividade, garantindo pelo menos quatro perícias diárias por profissional, o INSS poderá revisar em média 120 mil benefícios por mês, chegando ao número de, 1,2 milhão de revisões ainda neste ano.

O pente-fino

O governo iniciou em agosto de, 2016 o pente-fino nos benefícios por incapacidade pagos pelo INSS. Até o momento, a revisão priorizou o auxílio-doença, nos casos de pessoas que há mais de dois anos não passam por revisão médica no INSS.

A consulta de revisão é obrigatória e atesta se permanece ou não a condição que impede o beneficiário de trabalhar.

Deve passar pela revisão quem tem menos de, 60 anos de idade e está há dois anos ou mais sem passar por perícia.

Ficam de fora pessoas com mais de, 60 anos e quem tiver, 55 anos e receber o benefício há pelo menos, 15 anos.

O beneficiário incluído no pente-fino recebe uma carta de convocação. Depois da notificação, tem até cinco dias úteis para agendar a perícia pela Central de Antedimento da Previdência Social, no telefone, 135.

Caso contrário, o benefício fica suspenso até a regularização da situação. A partir do bloqueio, o beneficiário tem mais 60 dias para marcar a perícia. Se não procurar o INSS, o benefício será cancelado.

Benefícios pagos

Segundo o MDS, o INSS pagava em, 2016 1,8 milhão de auxílios-doença a cada mês e, em dezembro de 2017, o número caiu para 1,4 milhão. A previsão, acrescenta o governo, é encerrar 2018 com 1,1 milhão de benefícios pagos todos os meses.

Dos 226.273 auxílios-doença cancelados até dezembro do ano passado, 199.572 foram cortados após a perícia, enquanto os demais 26.701, por não agendamento ou não comparecimento do beneficiário ao exame obrigatório.
G1
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