Policial civil tira dúvidas em relação aos crimes na região
Quinta, 11 de Janeiro de 2018 às 08:09
Leia a entrevista com o responsável pelo departamento de Polícia Civil de Riqueza, Julio Manuel Urqueta Goméz
Na última segunda-feira (08), o responsável pelo departamento de Polícia Civil de Riqueza, Julio Manuel Urqueta Goméz, esteve nos estúdios da 96.7 FM onde comentou sobre os trabalhos desenvolvidos no município de Riqueza. Acompanhe a entrevista!

1 – Qual a diferença entre roubo e furto?

A Polícia Civil é judiciária, faz trabalhos de prevenção, mas o foco está nas investigações criminais. Existem vários tipos de crimes que são cometidos diariamente e que nós atendemos. Em relação a pergunta, roubo e furto são dois crimes que confundem as pessoas. Mas de um forma objetiva a diferença entre furto e roubo está na forma como ele ocorre. O furto ocorre quando o indivíduo subtrai algo para si ou terceiro, de algum lugar, sem utilização da violência. Já o roubo é mais grave, uma vez que o indivíduo subtrai algo para si ou para terceiro, de algum lugar, mediante ameaça ou violência.

2 – Como você avalia a situação em Riqueza?

Podemos considerar que está mais moderada. Eu assumi em agosto de 2017 e além das investigações, trabalhamos de forma preventiva. Atualmente, estamos apurando 34 inquéritos de 2017, 26 termos circunstanciados e aproximadamente 15 atos infracionais, que são cometidos por menores de idade.

3 – Qual o procedimento em relação aos atos infracionais cometido por menores de idade?

É uma questão delicada, pois a população acredita que nada acontece com os menores de idade que cometem crimes. O entanto, existe um procedimento sim e é realizado rapidamente. Os adolescentes (de 12 a 18 anos), cometem atos infracionais. Neste caso, ele é identificado, autuado e logo é realizada uma audiência com a promotoria, para ver quais são as medidas que deverão ser tomadas. Em casos mais graves eles são levados para lugares fechados, ondem cumprem medidas sócio educativas, mas na maioria dos casos eles cumprem essas medidas em liberdade, pois não temos estrutura para mantê-los apreendidos. A penalidade é estabelecida a partir do ato cometido. Mas é importante que todos saibam que não são os policiais que deixam essas pessoas em liberdade, não é o promotor ou o juiz e sim as leis que temos em nosso país. Nós agimos dentro do que a legislação permite.
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