Com baixo estoque de sangue A e O negativos, cirurgias podem ser canceladas
Quarta, 29 de Novembro de 2017 às 11:15
Hemosc diz que precisa de doações com urgência em todo estado
O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) está precisando de doações de sangue A e O negativos. Os hemocentros estão trabalhando com cerca de 50% baixo do estoque necessário e há risco de cancelamento de cirurgias eletivas, aquelas que são agendadas.

“Estamos trabalhando para evitar que cirurgias sejam canceladas porque sabemos o transtorno que é, mas não podemos negar que há esse risco e contamos com os doadores para reverter a situação", afirma Patrícia Carsten, gerente técnica do Hemosc.

A preocupação aumenta ainda mais com a aproximação das festas de fim de ano e férias, época que historicamente as doações diminuem. "Nos preocupa bastante a proximidade do Natal e Ano Novo que as pessoas acabam esquecendo de doar sangue. Quem está no hospital não tem férias”.

Segundo Patrícia, em outros anos cirurgias já precisaram ser canceladas por falta de sangue O negativo.

Desta vez, a situação se agravou há cerca de três semanas. Para reverter a situação, os doares precisam ir até os hemocentros das suas cidades e fazer a doação.

“Estamos fazendo todas ações, telefonando para doadores, mandando e-mail, as ações possíveis estão sendo tomadas, mas só doações para reverter", diz Patrícia.

"É um estoque único, então todas as regiões do estado precisam”

A situação crítica é dos estoques de A e O negativo, mas doadores de outros tipos sanguíneos também podem procurar os Hemocentros. “Sempre precisamos de doações de todos os tipos porque o sangue tem validade. O concentrado de hemácias, por exemplo, que é a parte vermelha do sangue, mais utilizado e que também mais precisa de doação, dura de 21 a 40 dias”.

Horário reduzido em Lages

Em Lages, na Serra, até janeiro às doações podem ser feitas somente a tarde, das 13h30 às 17h30 por falta de médico, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina.

O local trabalha apenas com dois médicos que fazem quatro horas diárias e um está de férias. A coordenação do Hemosc da cidade garantiu que está tentando mais um médico para trabalhar na unidade. Se isso acontecer, o horário deve voltar ao normal na metade de dezembro.
G1/SC
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